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Botafogo não é de Deus

Não sei se Deus existe. Se existe, não sei se gosta de futebol. Se gosta, de uma coisa tenho certeza: Deus não torce para o Botafogo.

No roteiro escrito pelo destino, parece não bastar a derrota do alvinegro, é preciso também fazer o torcedor sofrer.

Foram duas viradas malucas em sequência, para Palmeiras e Grêmio, e depois uma sequência de vitórias tiradas no último minuto, para Bragantino, Santos e Coritiba, “vitórias” essas que, se mantidas, manteriam o clube na liderança até hoje.

Obviamente, todas as criticas possíveis ao time e jogadores são perfeitamente válidas. De fato entregaram um título que parecia ganho. Mas não se trata apenas da derrota em si, mas da forma, cruel demais para ser mundana.

Por muitos anos eu tirei sarro de botafoguense pela superstição exagerada. Não o faço mais. Claramente eles tem razão, afinal não é possível uma coisa dessas.

A partir de hoje, o botafoguense que quiser jogar sal grosso no gramado, levar o Tiquinho no Pai Vavá ou exorcizar os gols do Nilton Santos, tem todo meu apoio. Amarrar as cortinas, jogar de manga comprida no calor ou encontrar a reencarnação do vira-lata Biriba? Vou junto.

O Botafogo 2023 acabou com meu ceticismo. Agora eu acredito em tudo.

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